Psicoterapia

 

O termo psicoterapia vem do grego psykhé (mente) e therapeuein (curar) e refere-se ao processo de trocas entre um psicoterapeuta e um cliente/paciente realizado através de métodos psicológicos.
Utilizando diversos métodos, técnicas e intervenções psicológicas, a psicoterapia tem como objetivo restabelecer a qualidade de vida do paciente, ajudando desde as pequenas dificuldades cotidianas até as grandes psicopatologias, além de contribuir para modificações nos padrões de funcionamento mental do indivíduo, através de sua saúde orgânica, mental, familiar, social, sexual, intelectual, financeira, profissional, lazer e espiritual, auxiliando, inclusive, para que tais pessoas desenvolvam melhores maneiras de lidar com o estresse e com outras pessoas (contato social).
A psicoterapia pode ser executada por psicólogos ou por profissionais de saúde mental especializados em psicoterapia. O tratamento geralmente é realizado em uma clínica e as sessões tem uma duração média de 50 minutos, e podem-se utilizar exames, testes e técnicas psicológicas para se alcançar a cura, a diminuição do sofrimento, do estresse ou de alguma incapacidade do paciente. Ocorre individualmente (crianças, adolescentes, adultos e idosos), em casal, em família ou em grupo.
Existem várias linhas de psicoterapia, cada uma com forma e métodos diferentes que enfocam o ser humano sob determinada ótica, como as linhas psicodinâmicas (representadas pela Psicanálise, psicologia Analítica, etc.); as linhas humanistas (Gestalt, Existencialismo, etc.), as corporais (Reichiana, Bioenergética, etc.), as Comportamentais e Cognitivo-Comportamentais, e finalmente a linha Sistêmica.
O tempo da psicoterapia pode variar de alguns meses (psicoterapia breve) à anos, dependendo do caso e dos objetivos do tratamento.
A psicoterapia, portanto, está comprometida com a promoção e prevenção da saúde individual e de grupos, bem como a qualidade de vida de seus usuários.





Psicanálise

 

​A psicanálise é tanto uma teoria da personalidade quanto um método de psicoterapia, e surgiu por volta do século XX com Sigmund Freud. Freud descobriu a existência de um inconsciente agindo ativamente nas pessoas, manifestado através de pensamentos, atitudes, impulsos, desejos, motivações e emoções dos quais não nos damos conta. Um exemplo disso são os pensamentos inconscientes que se expressam através de sonhos, os erros de linguagens e peculiaridades das nossas ações.
O pressuposto básico da teoria freudiana é o de que grande parte de nossas atitudes provém de processos inconscientes, ou seja, crenças, medos e desejos dos quais uma pessoa não tem consciência, mas que mesmo assim influenciam seu comportamento. Freud descobriu que muitos dos impulsos que são proibidos ou punidos pelos pais e pela sociedade durante a infância são provenientes de instintos inatos. Como todos nós nascemos com estes impulsos, eles exercem uma influência profunda que deve ser manejada de alguma maneira. Sua proibição simplesmente os afasta da consciência e os leva para o inconsciente. Contudo, eles não desaparecem; eles se manifestam na forma de problemas emocionais, sintomas de doença mental, ou, por outro lado, comportamento socialmente aprovado como atividades artísticas e literárias. (ATKINSON, 2002).
A personalidade é formada, assim, por três estruturas que interagem entre si, a saber: Id, Ego e Superego.
Id é a parte mais primitiva da personalidade e consiste em impulsos biológicos básicos, como comer, beber, eliminar resíduos, evitar a dor, impulsos agressivos e sexuais, entre outros. À medida que a criança vai aprendendo a controlar seus impulsos, (como no tempo de espera até chegar ao banheiro para fazer as necessidades ou percebendo que não pode fazer certas coisas que os pais a proíbem), ela vai aprendendo a viver em sociedade, e vai constituindo o ego, que é o “executivo da personalidade”, pois ele é quem decide quais impulsos do Id serão satisfeitos e a maneira pela qual isso será realizado. Por fim, o Superego é a instância mental que julga se as ações são certas ou erradas, aprendidas na sua maior parte pelas figuras dos pais, e é uma representação dos valores e costumes da sociedade.
Assim, a partir das descobertas de Sigmund Freud sobre a estrutura da personalidade, foi possível desenvolver métodos que ajudassem os indivíduos a resolver seus problemas emocionais, desvendando os conteúdos inconscientes que estavam por trás dos sintomas, efetuando mudanças profundas no indivíduo e, consequentemente, na sua vida como um todo. E assim foi feito, primeiramente o próprio Freud e posteriormente seus seguidores, desenvolveram e aperfeiçoaram métodos e técnicas psicoterápicas que culminaram na Psicanálise, que vem contribuindo há mais de um século para a saúde e bem estar de indivíduos e grupos.




 

 

Referências​


ATKINSON, Rita L. et al. Introdução à psicologia de Hilgard. 13a ed. Porto Alegre: Artmed, 2002.
​FREUD, Sigmund. Cinco Lições de Psicanálise. Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de S. Freud. Vol. 11. Rio de Janeiro. Imago Editora, 1970.
Uma Introdução à Psicoterapia. Disponível em: <http://www.psicoterapia.psc.br/scarpato/psicoter.html>. Acesso em: 09 agosto 2012.

ZIMERMAN, David E. Fundamentos Psicanalíticos: teoria, técnica e clínica – uma abordagem didática. Porto Alegre: Artes Médicas, 1999.

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